AMÉRICA DO SUL

Associação Automotriz do Peru apresenta ao governo Plano Nacional da Eletromobilidade

Crédito Divulgação Internet

A AAP – Associação Automotiva do Peru apresentou ao governo do país o Plano Nacional de Eletromobilidade da AAP, que inclui iniciativas de apoio ao uso de veículos híbridos e elétricos para transporte público, transporte de carga e veículos estatais.

A proposta da Associação Automotriz do Peru inclui a garantia de financiamento e promoção das associações público-privadas, subsídios ao custo de veículos elétricos e híbridos, crédito a juros baixos, denominado de financiamento verde, e a implementação de um programa de sucateamento de veículos, que consiste na substituição de unidades com mais de 15 anos de uso que, pela avançada idade, são os que mais poluem o meio ambiente.

As informações foram prestadas por Alberto Morisaki, gerente de Estudos Econômicos Associação Automotiva do Peru, que reconhece que atualmente, o número de ônibus elétricos que circulam no Peru é muito pequeno.

Morisaki informou que, embora tenham sido dados alguns passos para a implementação da sua utilização, tanto na regulamentação como no registo de algumas unidades há ainda um longo caminho a percorrer. Ao contrário de outros países da região, como Chile ou Colômbia, o Peru não tem fornecido o apoio governamental necessário para acelerar uma mudança na matriz energética do transporte público.

Atualmente, existem poucas unidades elétricas em circulação no país e elas funcionam como teste, não havendo, portanto, linhas de transporte público que ofereçam o serviço.

Devido a essa falta de apoio do governo, a importação e registro de ônibus eletrificados no Peru são muito pequenos. Segundo dados oficiais, em 2019 foram matriculados apenas seis ônibus elétricos e híbridos. Em 2020, nove unidades e até outubro deste ano foram matriculados seis outros veículos elétricos no país.

Morisaki considera que o Peru não tem recebido apoio governamental necessário para acelerar a mudança na matriz energética do transporte público. Comenta que todos estão cientes de que a principal vantagem de qualquer processo de substituição da frota por ônibus elétricos é a redução das emissões de gases de efeito estufa, principalmente na fase de operação.

Tendo em vista que ainda não existem empresas de transporte que utilizam ônibus elétricos comercialmente, a percepção da população é que a migração da frota de ônibus convencionais para outros menos poluentes é uma necessidade para o país. Atualmente, Lima tem um dos maiores índices de poluição da América Latina, o que impacta diretamente os problemas de saúde das pessoas, principalmente por doenças respiratórias”.

O plano da AAP apresentado ao governo, reforça que a frota automotiva no país é movida principalmente a combustíveis fósseis, com efeitos nocivos à saúde. E salienta a importância que o uso de veículos com energia elétrica, mais limpos, seja promovido por meio da política nacional.

Morisaki menciona que entre os avanços que podem ser destacados está a recente publicação do Electric Standard Bus Standard, norma regulamentadora que padroniza as características físicas e motoras que os veículos devem ter e que as empresas de transporte público precisam considerar.

A norma prevê que os ônibus elétricos devem ter comprimento de 9, 12, 18 e 27 metros com capacidade para transportar de 40 a 250 passageiros e que possuam um conjunto de baterias que garanta a autonomia mínima de 200 quilômetros.

Da mesma forma, entre as ações que apoiariam o avanço da eletromobilidade no Peru, considera-se uma operação de empréstimo do BID, que está em implementação, e que permitirá o financiamento da aquisição de veículos elétricos, com crédito de longo prazo para financiar projetos. resultará na migração de veículos em utilização para a tecnologia elétrica, com destaque para o transporte de passageiros operados por pessoas físicas (principalmente ônibus, táxis e três rodas. moto-táxis).

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