Crédito Divulgação ao Autor
24/02/2026
Como normalmente acontece em todos os mercados, a mudança de legislação de emissões acaba impactando negativamente, com a consequente queda de vendas. No Chile não foi diferente. Depois de bater recordes sucessivos entre outubro e dezembro do ano passado, o país apresentou retração de quase 30% na comercialização de veículos comerciais pesados em janeiro.
Segundo dados divulgados pela ANAC (associação Nacional Automotriz do Chile), foram vendidas 1.002 unidades, com queda de 27,2% em comparação cm as 1.376 de janeiro de 2025. Este foi o pior janeiro dos últimos seis anos e a perspectiva é de que o mercado se mantenha retraído pelo menos ao longo do primeiro semestre, com a previsão de um desempenho anual inferior em torno de 15 a 20%.
Em caminhões, foram 841 unidades no primeiro mês do ano, com queda de 27,7%, em relação às 1.163 do mesmo mês do ano passado. Em ônibus, foram 161 veículos, com retração de 24,4% ante os 213 comercializados anteriormente.
Entre as marcas, a Mercedes-Benz manteve a liderança em caminhões, com 140 unidades, seguida pela Volkswagen, com 86, e pela Volvo, com 82 veículos. No segmento de ônibus, o primeiro lugar ficou com a Fencer, com 75 unidades, seguida pela Zhongtong, com 22, e pela Volvo, com 21 ônibus. No caso da Fencer, todos os veículos foram entregues par o sistema RED Movilidad, e no caso da Volvo, todas as 21 unidades, para o segmento rodoviário.
Mercado de Ônibus e Caminhões elétricos
No mercado de ônibus elétricos, foram vendidas 103 unidades em janeiro, representando um aumento de 2.475% em comparação com o mesmo mês do ano anterior (quatro unidades apenas). Esse aumento deveu-se principalmente à renovação das frotas de transporte público regional e da RED (80 unidades), o que explica em grande parte o desempenho positivo desse segmento nos últimos meses.
Enquanto isso, no mercado de caminhões, foram vendidas 5 unidades elétricas no mês passado, representando uma queda de 70,6% em comparação com o mesmo mês de 2025. Isso demonstra que o segmento de veículos pesados ainda está em fase inicial de adoção, com poucos fabricantes oferecendo esse tipo de produto e volumes de vendas que permanecem marginais em comparação com a frota tradicional a diesel.






