BRASIL

Produção brasileira de chassis de ônibus cresce 12,1% em sete meses, mas não reflete o desempenho do mercado

Produção de caminhões

Foto Divulgação, Produção de chassis de ônibus apresenta crescimento

Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a produção brasileira de ônibus cresceu 12,1% nos sete primeiros meses de 2021.  De janeiro a julho deste ano foram produzidos 11.857 chassis, contra 10.575 unidades no mesmo período do ano passado. Entretanto, a produção de ônibus em julho foi de apenas 1.533 unidades, com queda de 5,5% em relação a junho, e representa o pior resultado para o mês de julho desde 1999.

A comparação é feita com relação aos primeiros meses de 2020, impactados diretamente pela pandemia de covid-19 chegou ao país e afetou tanto o mercado quanto a produção de veículos. E, nesse mesmo período, a produção de caminhões cresceu mais de 100%.

“O setor de ônibus já não tinha uma situação confortável antes da pandemia por causa da questão das tarifas, cujos reajustes impactam a inflação, mas o aumento dos custos para o transportador também era uma realidade”, destaca o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini.

O executivo ressalta que o segmento foi ainda mais desde que os veículos praticamente pararam de circular e retomaram atividade com poucos passageiros e distanciamento social, o que resulto em mais veículos circulando com menores receitas.

O aumento foi mais expressivo no segmento de urbanos do que em rodoviários. Dos 11,8 mil chassis de ônibus fabricados até julho, 10,3 mil eram modelos urbanos, cuja produção cresceu 21,3%, ao mesmo tempo em que os rodoviários (1,5 mil) recuaram em mais de 25%. “O que se percebe é que as vendas recomeçam pela renovação de algumas frotas, que têm limite de idade”, recorda Saltini.

A exportação também apresentou queda. Nos sete meses o Brasil embarcou somente 2,2 mil unidades, com retração de 2,9% em relação ao mesmo período de 2020, enquanto a exportação de caminhões cresceu 109,7%. Esse recuo foi puxado pelos modelos rodoviários: 687 unidades no acumulado e queda de 38,4% ante igual período do ano passado. Os modelos urbanos totalizaram 1,5 mil unidades, 30,8% a mais na comparação com 2020.

Para o presidente da Fabus, este desempenho não reflete a realidade do setor de carrocerias de ônibus. Segundo Ruben Bisi, as montadoras têm programação antecipada de seis meses. Produzem os chassis e estocam na fábrica e ou nas concessionárias. Ou seja, essa produção não acompanha a real demanda de mercado.

“A produção da FABUS é real, ou seja, são a produção do mês de chassis que os clientes compraram, hoje os clientes pararam as compras, mas as montadoras continuam produzindo chassis”.

Pelos números da Fabus, a produção de carrocerias de ônibus caiu 16,9% no período, com 6.521 unidades nos seis primeiros meses deste ano, contra 7.844 unidades no mesmo período do ano passado. O segmento de Urbanos apresentou grande queda de 40,7% 92.734 unidades contra 4.609). O de rodoviários cresceu 6,6%, com 2.167 carrocerias, contra 2.033, em 2020, e micro-ônibus cresceu 34,8%, com 1.620 unidades produzidas contra 1.202 no mesmo período de 2020.

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