BRASIL

Setor brasileiro de implementos rodoviários tem queda de 6,3% em 2025

Crédito Divulgação Miltex Transporte

07/01/2026

A indústria brasileira de implementos rodoviários registrou queda de 6,3% na produção e venda de produtos em 2025 em relação ao exercício anterior. De acordo com a ANFIR – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, de janeiro a dezembro, foram emplacados 149.206 unidades, contra 159.203 no exercício do ano anterior.  Na comparação com 2023, a queda foi de 1,2% (151.041 unidades).

No segmento de Carroceria sobre Chassis, o desempenho superou as expectativas, que manteve o ritmo de crescimento iniciado em 2023 e aumentou suas vendas 10,8%, com 79.209 produtos na comparação com as 70.604 do ano anterior e 30,5% na comparação com 2023 (60.719). “O desempenho da Linha Leve está ligado à retomada do comércio varejista nos centros urbanos. Mês após mês fomos anotando crescimentos contínuos nas vendas dos produtos do setor”, diz o presidente da ANFIR, José Carlos Spricigo.

Essa consolidação do segmento colaborou que que a queda da produção nacional fosse bem menor e fez com que Carrocerias sobre Chassis passasse a ter o maior volume de produção do mercado. Isso porque o segmento de Reboques e Semirreboques registrou recuo de 19,9%, com 70.997 unidades, contra 88.599 de 2024 e 21,4% abaixo dos 90.322 produtos de 2023.

Este é o segundo ano consecutivo de queda na produção e venda de reboques e semirreboques no Brasil, até então o principal. As categorias Graneleiro e Basculante, as de maior volume, apresentaram queda significativa, com respectivamente 31,1% e 29,4%.

“O ano de 2025 foi bastante desafiador para todas as empresas do setor que precisaram se organizar e mostrar toda sua capacidade de resiliência”, disse o presidente da ANFIR.  Segundo o executivo, o desempenho do agronegócio no período contribuiu para essa situação por ter caminhado de forma lateral ao longo do ano, refletindo diretamente no setor.

Sobre a ANFIR

Desde 1980 a ANFIR representa o segmento dos fabricantes de implementos rodoviários cuidando dos interesses coletivos das associadas, assessorando nos seus problemas técnicos, jurídicos, comerciais, políticos, sociais, administrativos, financeiros e econômicos e buscando engrandecer o setor em que atuam o que em outras palavras, implica numa responsabilidade muito grande, principalmente no aspecto social.

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