Crédito Divulgação Volkswagen
16/01/2026
O desempenho das vendas de caminhões no Brasil em 2025 registrou queda de 9,2% em relação a 2024 e demonstrou o impacto das altas taxas de juros de financiamento durante todo o ano, que restringiram a renovação da frota, principalmente no segmento de pesados, o mais importante e com maior volume. Segundo a Anfavea, o total de vendas foi de 113.477 unidades, em comparação com as 124.933 de 2024.
O segmento de caminhões foi o mais afetado pela taxa de juros elevada e no segmento de pesados, voltados majoritariamente para transporte de longas distâncias, a retração foi ainda mais acentuada, de 20,5% ante 2024. “O patamar elevado da taxa Selic e a persistência de tensões geopolíticas, que limitaram uma recuperação mais consistente do setor ao longo de 2025, seguem presentes neste início de ano. Esse cenário nos leva a projetar um comportamento de mercado em 2026 bastante semelhante ao observado no segundo semestre do ano passado”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
De acordo com o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, há um ano a taxa de juros era de 11,25% e, em 2025, subirá para 15%. “O impacto é mais significativo no mercado de veículos pesados, especialmente caminhões, que acumularam queda de 9% nos emplacamentos. Segundo o presidente da Anfavea, ‘as taxas de juros estão sufocando o mercado de caminhões’.”
Apenas os segmentos de caminhões médios e semipesados registraram crescimento de 33,0% e 5,4%, respectivamente, com 12.920 e 36.673 unidades, em comparação com 9.712 e 34.810 em 2024. Os demais segmentos, semileves, leves e pesados, registraram quedas de 27,3%, 16,0% e 20,9%, totalizando 5.304, 8.601 e 49.981 veículos.
Nos segmentos de caminhões médios e semipesados, a demanda de setores como suprimentos, varejo e comércio foi importante para o crescimento. Já nos caminhões pesados, tradicionalmente o segmento de maior volume, as altas taxas de juros e as restrições às linhas de financiamento foram os principais motivos para a forte queda.
“As vendas de caminhões foram impactadas pelas altas taxas que fizeram com que as transportadoras desacelerassem a renovação de suas frotas em todos os setores econômicos, como agronegócio, infraestrutura e construção. Mesmo com a expectativa de uma colheita robusta, o setor agrícola não investiu na compra de novos caminhões e decidiu fazê-lo apenas em casos de necessidade.”
Entre as marcas, a liderança foi da Volkswagen Caminhões e Ônibus, com 30.211 unidades e retração de 3,6%. O destaque ficou para a Mercedes-Benz, segunda colocada, que cresceu 9,5% em um ano que o mercado encolheu mais de 9% e totalizou 27.935 veículos. Volvo, com 20.074, Scania, com 13.134, IVECO, com 8.559, e DAF, com 7.484, foram as marcas nas terceira, quarta, quinta e sexta posições.
Por segmentos, a FCA foi a líder em semileves, com 2.384 unidades, a Mercedes-Benz em leves com 4.940, em Médios, a Volkswagen Caminhões e ônibus, com 7.874 veículos. Nos semipesados, a marca mais vendida foi a Volkswagen, com 15.069, e em Pesados, o primeiro lugar ficou com a Volvo, com 15.456 unidades, seguida pela Scania, com 11.209.






