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Lat.Bus 2026, mercado brasileiro do ônibus vive dilema

Crédito Divulgação ao Autor

17/08/2026

Entre os dias 11 e 13 de agosto, São Paulo recebeu a Lat.Bus 2026, maior evento da indústria do ônibus na América Latina, que reuniu os principais players do mercado, apresentou diversas novidades e demonstrou que o Brasil e os países latino-americanos estão seguindo a evolução da descarbonização do transporte, com novas soluções multitecnologias e mais acessíveis em termos de custos de aquisição para os operadores.

Mas o mercado vive um momento delicado que dá sequência a um dilema já antigo. O desempenho de vendas está, há anos, atrelado aos investimentos do governo e a programas de incentivo à renovação de frota. Mais recursos estimulam as vendas e a renovação de frota. Menos investimentos fazem o mercado andando de lado.

Os altos juros e falta de linhas de crédito com taxas reduzidas inibem as iniciativas dos operadores de transporte rodoviário, o que resultou na retração de % nas vendas de ônibus rodoviários no primeiro semestre. O atraso no andamento do último pregão do programa Caminho da Escola, impacta na produção desses modelos, e o segmento urbano acumula falta de rentabilidade e eficiência, além da perda de passageiros, o que impede a aquisição de veículos movidos a sistemas de propulsão de fontes sustentáveis e renováveis, de valor de aquisição até três vezes maiores.

Essas são as razões para o mercado andar de lado nos dois últimos anos, apesar de o número de veículos elétricos estar crescendo em ritmo muito lento em algumas poucas cidades e a opção do gás/biometano ganha espaço, mas ainda não volume.

Fora a cidade de São Paulo, com uma frota de mais de 1.200 ônibus elétricos, as demais capitais nacionais têm em suas frotas poucos desses veículos e não têm planos de crescimento significativo. Mesmo municípios como o Rio de Janeiro e Curitiba continuam com uma participação muito pequena (quase insignificante) de modelos sustentáveis.

No Brasil estão em operação cerca de 2.200 ônibus elétricos. Na cidade de São Paulo são 1.759 unidades, dos quais 189 são trólebus. Em Goiânia (GO) são menos de 50 unidades, entre elétricos e a biometano, apesar do compromisso de introduzir 500 veículos a biometano até o final de 2027. O restante está pulverizado em 25 munícipios, o que demonstra projetos em andamento.

Apesar de todas as novas tecnologias apresentadas na Lat.Bus 2026, o Brasil não tem uma política efetiva de mobilidade urbana e, segundo os operadores de transporte e entidades, o maior entrave atual é a falta de recursos e de programas para viabilizar essa transformação. De acordo com os operadores de transporte a questão central é saber quem vai viabilizar todo esse investimento necessário para acelerar a renovação de frota e a descarbonização do transporte.

Vantagem competitiva, a grande diversidade de tecnologias

Por outro lado, as diferentes soluções apresentadas na Lat.Bus 2026 demonstra que a evolução do ônibus no Brasil, diferentemente de outros mercados, deverá ser plural, de multitecnologias. Dos elétricos a bateria ao biometano, passando pelo híbrido e até pelo a hidrogênio (ainda incipiente), o objetivo é oferecer opções que atendam às realidades de operação de cada região e cidade e ao bolso dos operadores. A eletrificação foi um dos grandes destaques, mas a evento também reuniu veículos a biometano, gás natural, e biodiesel,

A Marcopolo, a expositora com o maior estande e mais de 30 veículos expostos, foi a única a lançar um modelo híbrido (propulsão elétrica e recarga das baterias por motor a etanol), o micro-ônibus Volare Attack 10, além de modelos elétricos a bateria, Attivi Integral, e a biometano, o micro-ônibus Volare Fly 10 GV. Já a Volvo, inovou com o lançamento de um chassi de ônibus com tecnologia para utilizar 100% de biodiesel, o B320R B100 Flex.

As novidades apresentadas na Lat.Bus 2026

Volvo

A Volvo apresentou o chassi de ônibus B320R 6×2 B100 Flex, com motor a combustão preparado de fábrica para operar com biocombustível puro, de baixíssimo índice de CO2, e representa uma alternativa de mais rápida implementação para ajudar as cidades a complementarem sua jornada de descarbonização, em paralelo com os ônibus elétricos. O veículo é o único do Brasil com flexibilidade de uso de diesel ou B100 (biocombustível puro), em qualquer proporção, e pode receber carrocerias de 15 metros, com capacidade para até 120 passageiros. Quando abastecido apenas com biocombustível, a redução de emissões é de até 90%.

“Este modelo é uma alternativa aos ônibus a gás. Com ele, operadores e gestores públicos podem alcançar metas severas de descarbonização de forma imediata, sem a necessidade de investimentos em infraestrutura de distribuição e abastecimento de combustível”, declara André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina. Outra vantagem da tecnologia B100 Flex sobre o gás é a possibilidade de uso do veículo também com o diesel atualmente disponível no País. “Esta flexibilidade energética protege o valor do ativo a longo prazo. Como roda também com diesel normal, o veículo tem liquidez assegurada no momento da revenda.

Outra novidade foi o chassi de ônibus elétrico BZR na versão 6×2, para carrocerias de 15 metros. Mais longa, pode transportar até 110 passageiros, é adequado para cidades que pretendem zerar suas emissões no transporte com ônibus de grande capacidade, mas não têm demanda de passageiros para uso de veículos articulados, e amplia a oferta da marca em urbanos elétricos.

“É um avanço importante em nossa linha de produtos para eletromobilidade e uma alternativa bastante competitiva frente a veículos articulados de 18m e 21m, assegurando elevada capacidade nos momentos de alta demanda e custo operacional adequado para os momentos de operação normal, declara André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina.

O Volvo BZR é o único chassi elétrico 6×2 do mercado brasileiro projetado e produzido por uma única marca. Sua concepção de engenharia traz similaridade com as versões diesel da marca, com o mesmo quadro de chassi, freios e eixos. São componentes bastante conhecidos dos operadores de transporte, o que traz facilidade de manutenção. A suspensão pneumática traseira conta com seis bolsas, conferindo conforto, estabilidade e segurança.

Outro destaque da versão 6×2 do BZR é o 3º eixo direcional, que utiliza um sistema eletro-hidráulico lançado exclusivamente pela marca no início deste ano para seus chassis rodoviários, agora disponível também na versão urbana elétrica. O mecanismo garante um ótimo raio de giro para operações urbanas, em corredores segregados de BRT ou em meio ao trânsito denso de grandes avenidas.

Maior portfólio – Com esses produtos, a Volvo caminha a passos largos no compromisso de zerar as emissões de origem fóssil em seus veículos até 2040.

Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz do Brasil apresentou ao mercado uma nova e econômica solução elétrica, o eCity, modelo movido a bateria desenvolvido a partir da linha OF, consagrada no mercado pelo sucesso de vendas para operações urbanas e que deverá chegar ao mercado ainda este ano com preço de 20% e 30% menor do que o chassis elétrico e500U. Em parceria com a Caio, o modelo será comercializado completo, com carroceria e terá configuração com 12 metros de comprimento, piso alto e interior totalmente plano. A fabricante informou que o modelo entregará autonomia média de 150 quilômetros.

“Queremos democratizar o acesso à mobilidade elétrica. O objetivo é acelerar a transformação da mobilidade urbana e alcançar também cidades pequenas e médias”, disse Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços da Mercedes-Benz. Segundo o executivo, o modelo é uma opção competitiva para enfrentar a concorrência, principalmente a chinesa, não só no Brasil, mas também na América Latina.

Linha de rodoviários aprimorada – A Mercedes-Benz introduziu melhorias na sua linha de chassis rodoviários O 500, com foco em economia, conforto, desempenho e segurança em suas configurações 4×2, 6×2 e 8×2. Entre as novidades estão a oferta de três modelos de transmissão – automática (Ecolife) e automatizadas (GO230 e Traxxon) – para os modelos com motores de 310 cv a 450 cv, a opção de configuração do eixo traseiro com relação mais longa e a utilização de pneus Michelin Energy, que permite operar com baixa rotação do motor, reduzindo em até 6% o consumo de combustível, e um novo eixo dianteiro de 7,5 toneladas que utiliza rolamentos blindados, eliminando a necessidade de manutenção, e amplia a capacidade em mais de 500 kg, otimizando a distribuição de peso e a montagem da carroceria. Também passou a oferecer o pacote de segurança ativa como item de série nos modelos equipados como motor de 450 cv,como assistente de frenagem de emergência, sensor de leitura de faixa, piloto automático adaptativo, assistente de ponto cego, farol alto inteligente e retarder com até cinco níveis de potência.

Volkswagen Caminhões e Ônibus

A Volkswagen Caminhões e Ônibus expôs duas novidades, os chassis de ônibus elétricos e-Volkbus 18H e 22H, ambos de piso alto. A primeira opção se destina aos serviços de fretamento, com capacidade para 44 passageiros. A segunda, atende as categorias urbanas básico e Padron, com carrocerias com até 13,5 metros.

A proposta amplia a possibilidade de aplicação da tecnologia elétrica em sistemas que não necessariamente exigem piso baixo integral. “As novidades se juntam à configuração de piso baixo, o 22L, modelo que em um ano somou 300 unidades vendidas”, lembra Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas da VWCO.

Scania

A Scania apresentou novidades que reforçam a discussão sobre soluções possíveis para diferentes cidades. A fabricante mostrou que a busca por eficiência pode passar pelo dimensionamento do veículo e lançou o novo chassi de ônibus Scania K300 6×2*4 Elétrico (urbano para carrocerias de 15 metros e 105 passageiros). Os modelos de 15 metros e três eixos tentam ocupar uma faixa de capacidade situada entre os ônibus convencionais e os articulados.

A fabricante introduziu na sua linha da chassis a biometano/gás cilindros em fibra de carbono, aproximadamente 70% mais leves e com autonomia que pode chegar a 350 quilômetros. O modelo ainda incorpora recursos como controle eletrônico de estabilidade, frenagem autônoma de emergência e, opcionalmente, alerta de saída de faixa.

A busca pela racionalização também chegou ao segmento rodoviário. A Scania apresentou o novo trem de força SUPER (chassi e motor para rodoviário e fretamento) e voltou a comercializar modelos com motores de 11 litros, além das opções de 13 litros. Os K 350, K 390 e K 430 usam o motor de 11 litros e foram posicionados para aplicações que vão do fretamento e linhas mais curtas às médias e longas distâncias. Já os K 460 e K 500 utilizam motores de 13 litros para operações de maior exigência. Isso permite ao operador dimensionar o trem de força de acordo com a aplicação, em vez de necessariamente utilizar uma motorização maior em serviços nos quais essa capacidade não será integralmente aproveitada. A nova família inclui ainda câmbio G25, novo eixo R756 e sistema de otimização de combustível.

IVECO BUS

A IVECO BUS anunciou investimentos de R$ 150 milhões até 2028 para o desenvolvimento de produtos, serviços e soluções de pós-vendas. Os destaques no evento foram os chassis IVECO BUS 17-210 e IVECO BUS 17.210G, de quatro cilindros, e as novas versões da linha Daily Minibus. A participação ocorre em um momento de expansão da marca na América Latina. Segundo Maurício Yamamoto, chefe da Iveco Bus América Latina, o investimento dará condições para que a companhia siga crescendo no mercado brasileiro, depois de de alcançar, no primeiro semestre deste ano, 10,1% de participação no segmento de ônibus.

Para o executivo, o crescimento é resultado da receita adotada pela marca em oferecer produtos e serviços que priorizam redução de custos operacionais. “O foco se concentra em desenvolver as soluções mais adequadas à realidade brasileira, que proporcionem viabilidade econômica ao operador.”

No segmento urbano, a marca incorporou no portfólio o chassi IVECO BUS 17.210 com motor de quatro cilindros a diesel. O novo produto concorre no segmento de ônibus básico com carroceria de 12 metros de comprimento. Permite ainda contar com suspensão metálica ou pneumática. Desenvolvido com base nas necessidades dos operadores, o modelo amplia a competitividade da empresa no mercado brasileiro, com vendas previstas para começar em 2027.

O chassi também será oferecido na versão BUS 17-210 G, movido a gás e biometano. Produzido em Córdoba, na Argentina, o modelo integra a estratégia multienergia da IVECO BUS e oferece uma alternativa de baixa emissão para os operadores.

A linha Daily Minibus também ganhou novas configurações, com as 45-180 e 50-180. A versão 45-160 Fretamento 17+1 tem configuração interna para 17 passageiros mais o motorista, oferece a transmissão Hi-Matic para toda a gama como um opcional e amplia as opções para operações de transporte fretado. Já o Daily Minibus Hi-Matic conta com transmissão automática de oito velocidades, oferecendo mais conforto e produtividade.

Marcopolo

A Marcopolo apresentou o novo ônibus urbano Torino 2027, model oque tem mais de 40 anos de existência e 120 mil unidades vendidas. O novo modelo recebeu inúmeras inovações com foco no conforto e ergonomia dos passageiros e motorista (para tornar o seu trabalho menos desgastante), e na redução do custo operacional e de manutenção para os operadores.

Além de alterações significativas no design, a fabricante atuou em pontos como redução de peso, simplificação de componentes, facilidade de manutenção. A tecnologia desenvolvida, não visível para o passageiro, mas que interfere diretamente na disponibilidade da frota é fundamental para que o veículo, que precisa percorrer centenas de quilômetros por dia, não fique parado na oficina para manutenção ou reposição de uma peça.

G8 TEC leva a Geração 8 da Marcopolo a um novo patamar de tecnologia, eficiência e conforto

O transporte rodoviário latino-americano vive um momento de transformação. Operadores buscam mais eficiência, rentabilidade e confiabilidade operacional. Motoristas precisam de mais apoio à condução, segurança e ergonomia. Passageiros valorizam experiências de viagem cada vez mais confortáveis, seguras e conectadas.

Para responder a esses desafios, a Marcopolo lançou o G8 TEC, evolução da Geração 8 que integra soluções inéditas de tecnologia, eficiência e conforto. Desenvolvida a partir das necessidades reais da operação, a nova linha reúne soluções inéditas que ampliam segurança, eficiência operacional e experiência de viagem para operadores, motoristas e passageiros, como os novos slats dianteiros – desenvolvidos em parceria com o ITA – Instituto de Tecnologia Aeronáutica, que proporcionam redução de até 3,5% no consumo de combustível e nas emissões.

“O G8 TEC nasceu para transformar inovação em benefícios concretos para quem opera, conduz e viaja. Cada solução incorporada ao projeto foi desenvolvida para gerar mais segurança, mais eficiência, maior confiabilidade e uma experiência superior de viagem. Nosso objetivo é aplicar inovação de forma inteligente para entregar resultados concretos aos nossos clientes”, afirma Ricardo Portolan, diretor Comercial e Marketing da Marcopolo.

Os veículos G8 TEC incorporam um conjunto de inovações, muitas delas inéditas nos mercados brasileiro e latino-americano. Entre as principais evoluções em segurança e conectividade está a adoção das câmeras ERV (Espelho de Reflexão Virtual), incorporadas de série ao modelo Paradiso G8 TEC 1800 DD em substituição aos espelhos retrovisores convencionais. Fixadas diretamente na lateral do veículo, ampliam o campo de visão, reduzem pontos cegos e favorecem a condução em condições adversas, como chuva, neblina e baixa luminosidade. As imagens são exibidas em telas digitais no interior do veículo, garantindo visualização clara mesmo em situações de embaçamento ou acúmulo de umidade.

Os operadores podem optar pela instalação de câmeras 360°, solução desenvolvida para auxiliar em manobras e ampliar a visualização do entorno do veículo. O sistema é ativado automaticamente por meio dos sinais de direção e da marcha à ré, oferece excelente desempenho em situações de baixa luminosidade e contribui para a segurança da operação, especialmente em áreas de embarque e desembarque.

Outro avanço disponível para a linha é o DMS (Driver Monitoring System), que utiliza visão computacional e inteligência artificial para monitorar sinais de fadiga, distração, sonolência e comportamentos de risco durante a condução. Ao detectar situações potencialmente perigosas, o sistema emite alertas visuais e sonoros, contribuindo para a redução de riscos e para o aumento da segurança operacional.

A gestão da operação também evolui com a incorporação de novos recursos de monitoramento e análise de dados. No Paradiso G8 TEC 1800 DD, o operador pode optar pela instalação de um sistema de contagem de passageiros por visão computacional, que fornece informações sobre fluxos de embarque e desembarque, auxilia na identificação de períodos de maior demanda e apoia a otimização da utilização da frota.

Complementando esse sistema de monitoramento e gestão de dados, o operador pode incorporar o Módulo de Armazenamento Protegido, equipamento inspirado em soluções aeronáuticas e uma espécie de “caixa-preta” que registra imagens operacionais em tempo real. O sistema amplia a capacidade de registro e acompanhamento das informações operacionais e contribui para a gestão da segurança, da confiabilidade operacional e da disponibilidade da frota.

Mais do que novos recursos, essas soluções foram concebidas para transformar inovação tecnológica em benefícios concretos para operadores, motoristas e passageiros ao longo de toda a vida útil do veículo.

CAIO

A CAIO, maior fabricante brasileira de carrocerias de ônibus urbano, apresentou a segunda geração do eApache VIP (modelo de carroceria para chassis elétricos), o urbano Apache VIP VI (a diesel), o bMillennium (biometano e gás) e o eMillennium (elétrico) com design atualizado. Todos esses ônibus se destinam ao transporte coletivo urbano.

BYD

A BYD lançou o chassi BYD BC12HF de piso alto para segmentos urbano e de fretamento. Na configuração 4×2 é o primeiro de piso alto da marca equipado com a bateria Blade. O novo produto integra a família de chassis elétricos da fabricante e é voltado às operações de transporte coletivo urbano e fretamento.

Produzido em Campinas, o BC12HF possui 12.120 mm de comprimento, entre-eixos de 6.350 mm, largura de 2.550 mm e altura de estrutura de 1.930 mm, com ângulos de entrada e saída de 9 graus e um raio de giro de 12.000 mm, e PBT total de 20.500 kg, sendo 7.500 kg no eixo dianteiro e 13.000 kg no eixo traseiro. O modelo utiliza a arquitetura tecnológica dos modelos BC10LE, BC12LE e BC22LE, incluindo o sistema integrado 6 em 1 e suspensão pneumática com controle eletrônico. A bateria Blade proporciona autonomia de 270 quilômetros e tem garantia de dez anos.

Com dois motores síncronos de ímãs permanentes BYD-TZ290XSE, tem potência máxima combinada de 300 kW (equivalente a 410 cv) e torque máximo de 2x 600 Nm e um torque nominal de 2x 320 Nm, com uma rotação máxima de 11.000 rpm, garantindo capacidade de partida em rampa de até 17% e subida de 20% no PBT.

ELETRA

A Eletra, fabricante nacional ônibus e trens de força elétricos, mostrou na feira os ônibus Eletra Articulado eBRT, de piso baixo e carroceria de 21,5 metros de comprimento, e Midi Elétrico, com piso alto e 10,1 metros de comprimento. Também estavam no estande os chassis e-Trol (piso baixo, 19 a 21,5 metros) e Eletra. A empresa anunciou a produção do primeiro ônibus elétrico brasileiro para uso rodoviário, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2027.

A Eletra está ampliando a fábrica de São Bernardo do Campo (SP), o que permitirá aumentar a capacidade de produção anual de 1.000 para 1.700 ônibus. E anunciou a futura construção de uma nova fábrica, em local ainda a ser definido, com o objetivo de chegar à capacidade de produzir 3.000 ônibus por ano.

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