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07/07/2026
Em uma cidade esculpida por relevos acidentados e ladeiras íngremes, onde o fluxo turístico intenso nunca dá trégua, a logística urbana de resíduos deixa de ser apenas uma operação de rotina para se tornar um desafio de engenharia. Para a Sotero Ambiental, principal operadora de coleta de Salvador e braço estratégico do Grupo Solví, a resposta para manter a produtividade em alta nos mais de 60 bairros onde atua veio de uma escolha tecnológica precisa: as transmissões totalmente automáticas Allison.
Atualmente, a empresa detém a responsabilidade de gerir os resíduos em mais da metade da capital soteropolitana. A cobertura é vasta e diversa, abraçando desde bairros periféricos até a valorizada orla marítima e o icônico Corredor da Vitória. Ao todo, a operação movimenta anualmente cerca de 420 mil toneladas de resíduos domiciliares. O que torna esse trabalho particularmente complexo é a topografia local, caracterizada por um terreno extremamente acidentado, com subidas e descidas íngremes que se alternam ao longo das vias. Contudo, a utilização de veículos equipados com transmissões automáticas garante uma distribuição de força mais suave e uniforme.”
Tecnologia a favor do consumo e da manutenção
Para sustentar esse volume gigantesco, a Sotero comanda uma frota robusta na qual os caminhões compactadores automáticos assumem o papel de protagonistas. Dos 53 compactadores da unidade (que opera também basculantes e caminhões de sucção), o grande diferencial reside no que há sob a cabine. A jornada tecnológica começou em 2012, com os primeiros testes, e culminou na padronização da tecnologia Allison a partir de 2014. Hoje, 42 veículos já operam com transmissões totalmente automáticas, uma decisão que reflete diretamente na planilha de custos e na disponibilidade da frota, especialmente em um ciclo de operação em que o tempo de inatividade não é uma opção.
“A transmissão automática se paga já na saída, impulsionada principalmente pela eficiência no consumo de combustível. Estimamos que o caminhão automático seja entre 12% e 14% mais econômico que o manual”, afirma Carlos Viana Neto, Diretor Executivo da Sotero Ambiental. “Além disso, a disponibilidade do veículo é muito maior. Na versão manual, enfrentávamos intervenções frequentes em itens periféricos e kits de embreagem — um gargalo que simplesmente não existe no automático.”
O fator humano e a confiança operacional
Mas a engenharia não olha apenas para os custos; ela impacta diretamente as pessoas. O bem-estar dos motoristas tornou-se um divisor de águas para a retenção de mão de obra na capital baiana. Em rotas com ciclos de operação com frequentes paradas e partidas e milhares de trocas de marcha, sob o calor característico da região, o conforto do motorista contribui para a qualidade, a confiabilidade e a eficiência do serviço.
“O motorista prefere muito mais o caminhão com a transmissão automática. Em uma operação urbana marcada por engarrafamentos e interferências constantes, o desgaste físico e psicológico de quem opera um câmbio manual é altíssimo”, pontua Carlos Neto. Ele ainda reforça que o sistema automático promove uma “saúde operacional” superior tanto para o homem quanto para o implemento: “As marchas são trocadas automaticamente, sempre na rotação adequada do motor (RPM) e com o melhor aproveitamento do torque eliminando o consumo desnecessário de combustível.”
Parceria estratégica e sustentabilidade
A Allison tem sido uma parceira de primeira hora na evolução da frota da Sotero, acompanhando a transição desde os modelos Volkswagen 17.280 até os novos 18.260 e 26.260. Em um dos setores mais severos para veículos pesados, a transmissão automática provou ser a chave para a sustentabilidade do negócio. A capacidade das transmissões Allison de entregar o máximo de torque sem interrupção de potência é, em última análise, o que permite aos veículos vencerem com facilidade as ladeiras de Salvador.






