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13/10/2026
A venda de veículos comerciais elétricos no Brasil registrou crescimento de 41.7% de janeiro a setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. Foram 1.250 novas unidades que ampliaram a frota brasileira, contra 882 veículos do ano anterior. Segundo dados da Anfavea e da Fenabrave, o maior volume continua sendo de ônibus, com 1.033 unidades, com elevação de 86,5% (554). A comercialização de caminhões elétricos caiu 19,4%, com 216 unidades, contra 268 de janeiro a setembro de 2025.
A eletrificação no transporte coletivo urbano de algumas poucas cidades brasileiras continua sendo a força motriz dessa eletrificação, mas o volume é incipiente em quase todos os municípios do País, com exceção de São Paulo, onde foram incorporados à frota quase mil veículos este ano.
Entre as marcas, a liderança nacional segue com a Caio Induscar, com 334 unidades (veículos registrados pela fabricante de carrocerias, mas fruto de uma parceria com a Eletra, que fornece o powertrain e com a Mercedes-Benz, fornecedora do quadro do chassi. A BYD, com 325, é a segunda colocada, seguida pela Mercedes-Benz, com 199 unidades. A chinesa CRRC ocupa a quarta posição, com 91 ônibus elétricos, fruto de uma única venda para o Grupo Comporte (operador de transporte do Distrito Federal). A Volkswagen aparece na quinta posição, com 52 chassis de ônibus elétricos vendidos.
Já em caminhões, a eletrificação da frota segue em ritmo lento e sem grandes perspectivas de rápido crescimento. O maior volume é de modelos leves para o transporte urbanos de mercadorias. Neste cenário, a JAC segue como a marca líder, com 102 unidades e 47,2% de participação de mercado. A Foton é a segunda, mas bem longe, com apenas 38 veículos de janeiro a setembro, com a Sany em terceiro, com 32 unidades. A Volkswagen Caminhões e Ônibus aparece em quarto lugar, com 15.
Venda de comerciais movidos a gás estaciona
Diferente do que ocorreu em 2025, quando as vendas de veículos comerciais movidos a gás cresceram 99,0%, com 578 unidades, nos nove primeiros meses deste ano, a comercialização desses modelos caiu 27,2%, com apenas 421 unidades. Mesmo com o aumento na circulação de ônibus movidos a gás (sobretudo biometano), em algumas cidades brasileiras, o volume total de veículos (caminhões e ônibus) diminuiu.
Conforme dados da Anfavea, a venda de caminhões e ônibus movidos a gás representa apenas 0,4% do total, contra 0,5% de participação nos nove primeiros meses do ano passado. Os elétricos têm 1,3% de market share e os movidos a diesel são maioria absoluta, com 98,3% e 96.119 unidades.






