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23/09/2026
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou R$ 180,7 milhões em financiamentos para a implantação de duas plantas de produção de biometano. Os empreendimentos serão realizados em Mauá, na Grande São Paulo, e Vila Velha, no Espírito Santo. A implantação dos projetos deverá criar 575 empregos diretos e indiretos durante as obras, além de mais de 50 postos permanentes na fase operacional. O banco não apresentou uma estimativa para a redução de emissões proporcionada pelas novas unidades.
O crédito do BNDES – R$ 101,9 milhões para o projeto de Mauá e R$ 78,8 milhões para o projeto de Vila Velha – corresponde a 73,8% do valor previsto para os empreendimentos (R$ 245 milhões) em Mauá (SP) e Vila Velha (ES) que terão capacidade conjunta de produzir 97 mil m³ por dia a partir de biogás gerado em aterros sanitários, sendo 65 mil m³/dia em Mauá e 32 mil m³/dia em Vila Velha, e para cada um serão destinados, respectivamente, Somados recursos próprios, os dois projetos
O biometano tem propriedades semelhantes às do gás natural de origem fóssil, mas é produzido a partir da purificação do biogás. Nos dois projetos, o combustível será gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários. A entrada em operação comercial está prevista para o primeiro semestre de 2027. As empresas responsáveis pelos projetos foram constituídas por meio de uma parceria entre o Grupo Lara, que atua na gestão de resíduos, e a MDC Energia, especializada em gás natural e biometano e a produção será comercializada por meio de contratos de longo prazo com a Ultragaz.
Os recursos serão concedidos por meio do Fundo Clima e da linha BNDES Finem. Taxas, prazos e a distribuição do financiamento entre as duas modalidades não foram informados.
Se operassem durante todo o ano na capacidade máxima, as duas plantas poderiam produzir aproximadamente 35,4 milhões de Nm³ de biometano. A entrada em operação comercial está prevista para o primeiro semestre de 2027.
O biometano será produzido a partir do biogás gerado pela decomposição de resíduos sólidos urbanos em aterros administrados pelo Grupo Lara. O material passará por um processo de purificação para a retirada de dióxido de carbono e outras impurezas.
O resultado é um combustível renovável que, desde que atenda às especificações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pode substituir o gás natural de origem fóssil em aplicações industriais, comerciais e veiculares.
Utilização no transporte de cargas
A ampliação da oferta de biometano abre espaço para o uso do combustível no transporte rodoviário de cargas, principalmente em operações de alta quilometragem e com abastecimento concentrado. A capacidade autorizada de produção de biometano no Brasil cresceu 43,7% em 2025, segundo a ANP. O movimento é impulsionado pelo aproveitamento de resíduos urbanos, agroindustriais e da atividade pecuária, além da procura por alternativas de menor emissão para a indústria e o transporte pesado.
As plantas de Mauá e Vila Velha reforçarão a oferta potencial do combustível a partir de 2027. Ainda não há, porém, indicação de que o biometano contratado pela Ultragaz será destinado especificamente ao transporte de cargas.






